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O estado da nossa Orientação Imprimir E-mail
Escrito por Fernando Costa   
Sábado, 14 Junho 2003
A fase final da época 2002/2003 veio trazer um mal estar generalizado à família da Orientação nacional, devido a vários factores de ordem técnica, e não só, que interessa eliminar por forma a continuar o desenvolvimento que até aqui se vinha verificando.

Quando me lembro da organização do Troféu de Orientação da Citânia de Sanfins, no final da época 98/99, penso que ainda foi à pouco tempo, mas desde aí houve um salto qualitativo muito grande. Nessa prova os percursos foram impressos nos mapas pelo método de Mulle o que originava grande trabalho para as organizações e com grande probabilidade de erro. Normalmente era um trabalho imenso de controlo e verificação e mesmo assim havia sempre algum engano para estragar as organizações.
Com a introdução do sistema de impressão digital houve uma revolução em termos de qualidade final dos mapas de competição e podemos dizer que, desde provas do Desporto escolar até provas WRE, apresentam uma qualidade que se pode igualar aos países mais desenvolvidos da modalidade.
Isto tudo devido ao trabalho em exclusivo para a modalidade de uma equipa (Armando Rodrigues / Carlos Lisboa) que tem primado pelo profissionalismo retirando muito trabalho e stress às organizações.
Também a introdução do sistema electrónico de controlo foi sem dúvida um grande progresso para a modalidade.

Tem-se verificado ultimamente que alguns atletas com pouco tempo de prática e que não acompanharam de início este processo evolutivo criticam as organizações, muitas vezes sem grande conhecimento de causa.
Claro que temos que melhorar as organizações pois, penso, que será a nossa melhor forma de promover a modalidade. Neste sentido, os responsáveis devem prever os possíveis focos de problemas, evitando deste modo passar a bola para o Júri Técnico.

A Orientação é um exemplo em termos Desportivos nacionais, pois quase a totalidade dos seus intervenientes são praticantes em acumulação com cargos de direcção de clubes, organização de provas e técnicos (treinadores, traçadores, supervisores).
Se analisarmos estas funções em termos de provas dadas á modalidade verifica-se que:

  1. Os Directores conseguem manter os clubes praticamente sem apoios do Estado podendo considerar-se quase um Milagre.
  2. Os organizadores têm sido reconhecidos pelas altas Instâncias da modalidade em vários eventos de nível Mundial que se realizaram em Portugal.
  3. Os técnicos, que com grande dificuldade tem conseguido elevar o nível da modalidade, também estão de parabéns.

Restam os atletas, que infelizmente sem grandes apoios não têm conseguido os resultados que tanto ambicionamos. Ou seja a função de atleta continua a ser o “Elo mais Fraco” da Orientação.

A modalidade só poderá continuar a evoluir se todos os seus intervenientes tomarem consciência que as suas funções, por muito insignificantes que possam parecer, têm que ser levadas a peito, porque são importantes como um todo para o crescimento da modalidade, e isto só será possível se todos estiverem de mãos dadas (FPO, atletas, técnicos e equipas organizativas).

por: Fernando Costa

Última Actualização ( Quarta, 14 Janeiro 2004 )
 

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