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Escrito por Ricardo Fernandes
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Segunda, 13 Setembro 2004 |
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No início de Agosto desloquei-me à Eslovénia com um amigo, Luís Quinta Nova do ADFA, para fazer orientação. A Eslovénia tem uma área florestal enorme, com uma grande variedade de terrenos, incluindo o famoso cársico, um dos terrenos mais difíceis e aliciantes para orientação.
No “OrienteeringOnline Cup” estavam cerca de 700 atletas, sendo 90% estrangeiros. A nível de infra-estruturas a prova estava simples, pois onde eles investem mais é na qualidade dos percursos e na beleza natural das áreas do evento. Nos dois primeiros dias de prova, sem qualquer tipo de treino naqueles mapas, fui cauteloso e as provas correram bem. O terreno era difícil, cheio de depressões e detalhes. Para se ter uma ideia, o russo Mamleev (top 5 mundial) vencedor do evento, nas partes mais técnicas fez apenas 11 minutos ao quilómetro. O último dia da prova foi feito no sistema chassing start, aqui ao tentar ser mais rápido fiz um erro enorme em que perdi 40 minutos, grande parte fora do mapa. Mesmo assim não desisti e completei a prova completamente exausto. Naquele tipo de mapa qualquer deslize é fatal. Na minha opinião quem quer evoluir tecnicamente tem que sair de Portugal, pois estamos algo limitados em relação a terrenos de qualidade. Na Eslovénia como nos países daquela região a orientação está em plena expansão, havendo uma grande oferta de eventos, especialmente no Verão. Além disso estes países não são caros, as pessoas são hospitaleiras e as paisagens divinais. Valeu a pena.
por: Ricardo Fernandes
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Última Actualização ( Segunda, 13 Setembro 2004 )
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