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Escrito por Sálvio Nora
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Domingo, 14 Setembro 2003 |
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Durante a época de 2002/03 pude verificar a muito grande entrega à modalidade de todos os colegas do GD4C. Isso fez-me recordar que há alguns anos me colocaram a seguinte questão:
Poderá a actividade desportiva, quando elevada a um grau de algum fanatismo ser considerada uma Religião ?
A pergunta apanhou-me no meio de quinze anos de enorme “Paixão” pela corrida de fundo e de montanha e após trinta anos de total “Devoção” ao voleibol! Pensei e dei a seguinte opinião, que vou aproveitar adaptando-a à “ Nossa Orientação”:
Num primeiro relance, em alguns aspectos poderá haver similitude, mas aprofundando o tema, obviamente que a Orientação não parece ser Religião. Convém frisar que me considero agnóstico e laico. Não é nestas linhas que poderemos abordar os aspectos metafísicos, psicológicos e históricos das religiões. Simplificando, considera-se que na Religião terá de haver um culto prestado a divindade, uma crença, um conjunto de preceitos e práticas, numa expressão de comportamentos colectivos. Em todas as grandes religiões há Fé, crê-se numa finalidade divina, a esperança - uma trajectória de sofrimento a caminho de uma felicidade futura - o amor entre os homens mesmo que se lhe chame amizade ou simpatia. Na Orientação encontram-se algumas semelhanças: Uma prática imbuída de paixão pela modalidade que leva a uma periodicidade bem marcada; um conjunto de diversos rituais em relação aos treinos e às provas; um espírito colectivo de acto que se materializa num saudável convívio; um certo êxtase perante o ultrapassar de determinadas metas, como o completar de um longo e difícil percurso ou face à majestade da Natureza nas grandes provas; e até uma sublimação das frustrações.
Concluindo, religião ou não, irei também ser um fiel adepto da Orientação!
por: Sálvio Nora (H-55) |
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Última Actualização ( Quarta, 14 Janeiro 2004 )
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