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Nas várias modalidades da Orientação tem sido o Ori-BTT a que mais tem crescido em Portugal nos últimos anos. A competição concilia-se com a aventura e o lazer, num espaço que proporciona um permanente contacto com a natureza, percorrendo em BTT os trilhos que permitam atingir os vários pontos de controlo no percurso, cabendo a cada um a decisão e escolha dos caminhos mais adequados a seguir em cada momento.

No mapa que cada praticante recebe na partida estão marcados pequenos círculos, a visitar pela ordem indicada, que correspondem a pontos de controlo materializados no terreno pelas "balizas" (prismas de cores laranja e branca) com a respectiva estação electrónica (e/ou um pequeno alicate picotador). Introduzindo o seu identificador electrónico na estação (ou picotando o seu cartão de controlo) o praticante comprova a passagem por cada ponto. A escolha do itinerário entre pontos de controlo é uma opção do próprio praticante. Cada ponto é uma meta e, simultaneamente, a partida para um novo desafio. Cruzando prados, ribeiros e florestas, o praticante sente-se parte integrante do espaço que percorre. A velocidade de deslocação tem que ser acompanhada pela velocidade de raciocínio para ler o mapa (interpretar a relação mapa/terreno) ponderar sobre as várias opções de trajecto e decidir. Em relação ao material habitualmente utilizado em BTT (XC), para a prática de Ori-BTT apenas se necessita acrescentar uma bússola a acoplar a um suporte para mapa que deverá possuir, preferencialmente, um eixo que permita uma rotação de 360º possibilitando a orientação permanente do mapa. Nada de complicado se atendermos que muitos dos suportes são de concepção e fabrico dos próprios atletas.
Para participar em provas, abertas a todas as pessoas, não é necessário estar federado podendo-se competir em qualquer escalão - Juvenis, Juniores, Seniores (H21A e D21E) e Veteranos I e II à excepção do escalão H21E (Homens Sénior Elite) que é reservado a atletas federados.
Para iniciação sugere-se a participação nos escalões abertos (promoção), habitualmente designados por Open Masc/Fem, Pares, ou Passeio (que pode ser monitorizado) compostos por percursos com distâncias de 6 a 15 Km's e com o objectivo de alcançar entre 6 a 12 pontos de controlo. A título de curiosidade refira-se que no escalão mais competitivo (H21E) os percursos ultrapassam habitualmente os 25 km's, na visita aos cerca de 20 pontos de controlo, e os primeiros classificados despendem de 60 a 90 minutos para os percorrer.
A distância e a dificuldade dos percursos de Orientação variam em função da idade e do nível técnico dos praticantes, possibilitando a participação dos 7 aos 77 anos. Na modalidade pedestre existem atletas, a nível internacional, que já ultrapassaram os 90 anos. Estas competições estão também abertas a todos os amantes do BTT que pretendam ter um fim-de-semana pleno de pedaladas, aventura, e com o aliciante de descobrirem novos trilhos com o apoio de um mapa. Para o efeito existem percursos distintos, adaptados à idade, sexo e experiência dos participantes, de modo a que todos possam desfrutar desta prova de Ori-BTT da melhor forma, quer tenham ambições competitivas, ou apenas pretendam preencher um bom par de horas em BTT desfrutando da paisagem e do espírito de descoberta, a nível individual ou em grupo. Com cobertura televisiva através do magazine O’TV, que quinzenalmente apresenta eventos de Orientação no programa "Desporto 2:", desfrute oportunamente dos melhores momentos destas provas.
Texto: João Teixeira |