O ano de 2003 foi negativamente marcado pelo assunto “Casa Pia”, e pelos Incêndios Florestais, acabando por ser o Desporto a puxar pelo orgulho Nacional.
A vitória do F.C. Porto na Taça UEFA, a organização dos campeonatos do Mundo de Andebol e Hóquei em Patins e o Euro 2004 dominaram as atenções com uma capacidade de concretização que talvez poucos imaginassem possíveis, foram, sem dúvida, os catalisadores de um País à beira de um ataque de nervos.
Em relação à nossa modalidade, podemos caracterizar este ano como globalmente positivo.
Destacam-se a seguir não apenas os melhores, mas também aspectos não tão bons:
Muito positivo:
- Resultados competitivos.
- Aumento do número de atletas.
- Maior produção e melhor qualidade da cartografia.
- Maior apoio ao GAPEE.
Menos Positivo:
- Altos e baixos em termos de organização de provas.
- Calendário com sobrecarga de competição.
- Arbitragem e controlo de provas com algumas deficiências.
Para o nosso Grupo, o Ano de 2003, foi um ano de consolidação e de grande demonstração de empenho em prol da Modalidade.
O POM 2003 foi a grande aposta do GD4C, onde todos se esforçaram por dar a dignidade e o prestígio que este evento merece tendo sido conseguidos resultados de grande qualidade mesmo em termos Internacionais.
O Campeonato Regional de Sprint na Quinta de S. Inácio e o Campeonato Regional de Estafetas no Parque da Cidade do Porto primaram pela originalidade e pela beleza e também nos deram prazer organizar.
A grande aposta na divulgação nos OCS, abriram o caminho para a descoberta da nossa modalidade e tiveram como corolário conseguir reportagens nos três jornais desportivos diários (Jogo, Record e Bola) além da TV e Rádio.
A renovação da equipa com elementos mais jovens trouxe a esperança de uma forte equipa no futuro, apesar de haver nesta época muitas dificuldades nos Seniores.
A direcção do clube, que em Março cumpre um ano de mandato nunca esteve tão activa como em 2003, sendo um factor de contentamento para todos nós.
Os desafios que se avizinham para 2004, serão mais uma vez encarados com a seriedade habitual no sentido de manter um nível competitivo elevado.
“Será possível apostar numa Orientação muito mais popular salvaguardando simultaneamente a protecção do Ambiente e os valores de companheirismo e amizade que reinam numa modalidade totalmente amadora?”
É esta a grande questão de fundo da Orientação Mundial, lançada também pela FPO nas linhas de acção para o futuro da orientação Portuguesa.
Para se concretizar, este objectivo e continuar a distinguir a orientação de quase todas as outras modalidades desportivas, é necessário:
- Empenhamento e perfeita sintonia de todos os intervenientes, nas diversas áreas de actividade que constituem a nossa organização;
- Pensarmos que a concretização dos nossos desejos para 2004, na sua maioria, só depende de nós próprios e da nossa postura. Não podemos ficar à espera que seja a tutela a resolver os nossos problemas já que muito possivelmente tão cedo não teremos boas notícias neste aspecto.
Bom 2004 para todos.
por: Fernando Costa |