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A Casa Tait, ou a Quinta do meio, alberga o museu de numismática e foi a residência de várias famílias Inglesas, ficando na posse de William Tait a partir de 22 de Abril de 1900. Cidadão britânico, proprietário e morador nesta casa, era negociante abastado, ligado ao vinho do Porto,e tornou-se pessoa relevante da época, estudioso que foi da fauna e flora, e autor de “The Birds of Portugal” – Londres 1924; era possuidor de uma excepcional colecção de ovos de pássaros e terá sido introdutor em Portugal da algumas espécies vegetais.
Sucedeu-lhe miss Muriel Tait que, senhora de fino trato e cultura, muito contribuiu para a vida cultural da cidade. Esta vendeu a sua propriedade ao município portuense, condicionando-lhe a função futura a “espaço verde público”.
Dentro de muros altos, a casa Tait mantêm ainda uma profunda marca característica das famílias Inglesas, configurando no belo arranjo e intimidade dos espaços e nas espécies vegetais neles conservadas, e pela configuração da casa que se encosta a uma estreita viela coleante e lhe volta as costas, sem janelas. Abre-se contudo francamente sobre os jardins e para a bela panorâmica no sentido da barra dório Douro. Sempre os ingleses souberam escolher os melhores locais na cidade para a preservação do seu sossego, individualmente e gozo de condições naturais de eleição.
Aqui podemos ainda hoje reviver um pouco esses tempos e admirar as belas colecções de rosas, camélias, de brincos de princesa, ou o majestoso “liriodendrum tulipifera”, árvore classificada, a qual merece uma observação atenta.
A casa Tait com a quinta de Macieirinha (Museu Romântico e Solar do Vinho do Porto) e o Palácio de Cristal (Pavilhão Rosa Mota) formam uma extensa e agradabilíssima área verde ajardinada, na zona central da cidade do Porto.
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