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O Parque Natural do Alvão, ocupa uma área protegida de 7.220 hectares. Tem
características geológicas, biológicas, paisagísticas, ecológicas e de ocupação
humana que a tornam particularmente atractiva para a fruição da natureza. As
aldeias que se localizam dentro do seu perímetro mantêm características
arquitectónicas tradicionais, como é o caso de Ermelo, com as suas casas de
xisto cobertas de lousa, e Lamas de Olo, com as casas de Granito cobertas de
colmo.
Entre os aspectos dignos de nota do Parque, são de referir as Fisgas do
Ermelo, um espectacular conjunto de cascatas no rio Olo, em que este vence um
desnível de algumas centenas de metros. O rio Olo, de excelente aptidão truteira
e onde por vezes deparamos com um moinho de tecnologia rudimentar, mas
eficiente, oferece também relances de uma inesquecível beleza bucólica. O modo
de vida agro-pastoril, caracterizado por um aproveitamento do meio ambiente sem
agredir nem desfigurar, antes conseguindo um agrossistema perfeitamente
integrado nele, é outro grande motivo de atracção, assim como os produtos da
actividade do homem, que conservam uma total autenticidade, como o artesanato do
linho e o fumeiro.
No extremo norte da Serra do Alvão existe um curioso e bem conservado Fojo do
Lobo, uma espécie de armadilha para a capturar e permitir a chacina dessas feras
que em tempos constituíram uma ameaça para a economia pastoril. Camilo Castelo
Branco refere-se a ele, numa das novelas do Minho. É sem dúvida merecedor de uma
visita e dois minutos de reflexão sobre os múltiplos adversários que o homem
teve que enfrentar na sua caminhada desde a noite dos tempos e sobre o engenho
com que os soube vencer.
















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