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História da cidade
Nas margens do rio Corgo, um dos afluentes do Douro, a cidade de Vila Real ergue-se a cerca de 450 metros de altitude. Localiza-se num planalto rodeado de altas montanhas, em que avultam as serras do Marão e do Alvão. Dista aproximadamente 85 Km, em linha recta, do Oceano Atlântico, que lhe fica a Oeste, 15 Km do rio Douro, que lhe corre a sul, e, para Norte, cerca de 65 Km da fronteira com a Galiza, Espanha. A cidade tem origem num foral de D. Dinis, que funda aqui a vila que estava destinada a servir de centro administrativo a uma vasta circunscrição. A região, todavia, foi habitada desde tempos muito remotos. E a romanização deixou aqui um monumento perene: o Santuário Rupestre de Panóias, local de culto de povos autóctones que os romanos adoptaram e transformaram. Vila Real possui outros monumentos que valem uma visita: a sé, a Casa de Mateus e a Capela Nova, o pelourinho, o conjunto medieval constituído pela chamada Casa de Diogo Cão e edifícios contíguos. Tem inúmeros edifícios de proporções nobres, muitos deles brasonados. Mas o melhor ainda será percorrer a pé as ruas da zona histórica e apreciar os conjuntos harmoniosos de fachadas, onde, por vezes, surge um pormenor delicioso. Vila Real tem motivos de sobra para prender o gourmet e o apreciador de vinhos. Da sua gastronomia, permitimo-nos destacar as tripas aos molhos, uma especialidade única, e os pastéis conventuais de toucinho-do-céu. A carta de vinhos é magnífica. No artesanato sobressaem os barros negros de Bisalhães e os linhos de Agarez. A animação cultural é constante e bem visível, com realce para eventos regulares, como os Cursos e Festivais de Música da Casa de Mateus, o salão Luso-Galaico de Caricatura e a semana Académica. Vila Real anima-se ainda extraordinariamente por ocasião das Festas da Cidade, em Junho, de que sobressaem dois momentos altos: a Feira de Santo António e a Feira de São Pedro, também dita dos Pucarinhos, dedicada ao artesanato da região. No mesmo mês, ocorre uma solenidade religiosa que deve ser referida pela sua pompa e participação: a Procissão do Corpo de Deus, uma clara reminiscência do Corpus Christi medieval.
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