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Níveis de prestação, elite Portuguesa vs elite mundial: que medidas? Imprimir E-mail
Escrito por Rui Ferreira   
Domingo, 15 Setembro 2002
Conhecendo de certo modo a realidade actual da forma como é conduzido o processo de treino no nosso país, facilmente se conclui que na grande maioria dos casos, incluindo mesmo os modelos de treino administrados a atletas de elite, este processo se desenvolve de forma deficiente, quer em termos quantitativos, quer em termos qualitativos. Melhor prova disto mesmo é a diferença de prestação entre os nossos melhores atletas e a elite dos países mais desenvolvidos nesta disciplina desportiva, observada nas competições a nível internacional. Não com a brevidade que desejaríamos, podemos também afirmar que o nível de rendimento dos atletas portugueses tem vindo a aumentar. A melhoria dos resultados em provas internacionais e a vitória em competições com outros países, Campeonato Ibérico e Taça dos Países Latinos, são espelho disso mesmo.

Conscientes do longo percurso que ainda temos que percorrer até atingirmos o patamar de desempenho que caracterizam os países mais desenvolvidos nesta área, como é o caso dos países nórdicos, pensamos que o desenvolvimento da vertente competitiva desta modalidade passa pela implementação de uma série de medidas que urgem serem tomadas ao nível do treino, entre outras:

  • uma vez que grande parte dos atletas de relevo nacional se encontram sob um processo de treino, para o desenvolvimento do factor físico, direccionado para vencer as exigências requeridas nas provas de atletismo, torna-se importante basear esse mesmo treino na especificidade da Orientação, referimo-nos ao declive e dureza do terreno (Lowry & Sidney, 1987), ao tipo de vegetação rasteira e obstáculos naturais e/ou artificiais existentes, à extensão do percurso e, segundo Bird (1996) às sucessivas paragens junto dos postos de controlo;

  • ao nível do desenvolvimento do factor técnico e visto que os treinos desenvolvidos se reportam, na grande maioria dos casos, à realização de provas realizadas para o efeito ou outras que não integram os objectivos dos atletas, deve-se, tanto quanto possível, fomentar o treino com qualidade desta importante componente através de sessões que, à luz de uma avaliação diagnóstica efectuada em situação de competição, vise o suprimento das lacunas existentes neste domínio para cada atleta em particular (Palmer, 1994);

  • sabendo de antemão que a Orientação se caracteriza por uma grande exigência ao nível cognitivo e psicológico, todo e qualquer processo de treino que objective um incremento da prestação do atleta deve integrar o trabalho direccionado às diferentes componentes que os constituem (Lowry & Sidney, 1985); e,

  • atribuir um elevado grau de importância no que se refere às demais dimensões que devem reger um processo de treino, Controlo do Treino, Dinâmica das Cargas, Planeamento e Periodização do Treino, Organização das Estruturas Intermédias do Treino, Nutrição e Doping, Prevenção de Lesões, entre outras.

 

Bibliografia

Bird, Steve (1996); "Get Fit for Orienteering - The new guide to training for success";
N. Press, UK.
Lowry, R e Sidney, K (1985); "Orienteering - Skills and Strategies";
Orienteering Ontario, Canadá.
Lowry, R e Sidney, K (1987); "Orienteering - Training and Performance";
Orienteering Ontario, Canadá.
Palmer, Peter (1994); "Orienteering - Pathways to Excellence"; Harveys, UK.

por: Rui Ferreira

Última Actualização ( Quarta, 14 Janeiro 2004 )
 

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