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Sexta, 07 Janeiro 2000 |
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Ao 3º convite do Grupo Desportivo 4 Caminhos foi de vez. Rosa Mota disse presente. A agenda constantemente preenchida levaram que a melhor Maratonista de Sempre não tenha estado presente mais cedo num evento de Orientação. A atleta sempre mostrou curiosidade em experimentar visto uma grande amiga sua, a antiga campeã Norueguesa Ingrid Kristiensen agora desligada da competição, várias vezes lhe ter falado na Orientação. Por dificuldades de tempo no dia da prova que não permitiram falar mais em pormenor sobre a experiência obrigou que mais tarde e via telefone respondesse a algumas perguntas sobre o evento. Rosa Mota, que normalmente não dá entrevistas, foi igual a si própria, com a sua simpatia e humildade habitual transmitiu aquilo que sentiu na competição que decorreu no dia 08 de Janeiro de 2000 no Monte de S.Brás em Santa Cruz do Bispo.
1. Depois de ter participado e assistido a uma prova de Orientação com que opinião ficou sobre a modalidade?
R.M.- Nunca tinha participado, apesar de ter ouvido falar muitas vezes e por isso tinha alguma curiosidade. A opinião com que fiquei é que é um Desporto para todas as idades e principalmente para a família. As camadas jovens principalmente nas escolas penso que têm muito a ganhar com a prática desta modalidade. Normalmente vou muito ás escolas e observo que os jovens gostam de Futebol e agora dos Desportos radicais mas cada vez é mais difícil captar jovens para as modalidades tradicionais. A Orientação pode preencher um espaço deixado vago e despertar o interesse de camadas de jovens que andam desligados do Desporto. Ao mesmo tempo alerta para os problemas ambientais e para a preservação da floresta que são assuntos que estão na ordem do dia. Por outro lado para aqueles alunos mais irrequietos ou menos concentrados pode ser uma ajuda na área escola pois verifiquei que a Orientação desenvolve várias capacidades como a concentração, o espírito de decisão, etc. Durante o Percurso que executei com um monitor ouve um miúdo deficiente que insistiu em fazer o percurso connosco e como não se conseguiu demover, lá foi e durante todo o itinerário mostrou um entusiasmo enorme e muito interesse no que estava a acontecer e isso acho que foi muito importante.
2. A experiência correspondeu às suas expectativas?
R.M.- Ultrapassou em muito porque eu pensava que este Desporto fosse mais individual e a ideia com que fiquei foi que apesar de tudo há um grande convívio e um ambiente especial. Falei com alguns atletas que estiveram presentes e que já tinham praticado Atletismo ou que fazem ambos os Desportos que me explicaram que se sentiam melhor na Orientação "porque era um esforço diferente", inclusive um atleta do Clube TAP que vai a todas e que mostrava grande entusiasmo. Até deu para encontrar uma amiga com quem estudei que nunca mais tinha visto. No mesmo dia da prova tive a oportunidade de alertar o Vereador do Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal do Porto sobre a importância da elaboração do mapa de Orientação do parque da Cidade. Pode ser que seja o meu contributo para a modalidade.
3. O que foi que mais a surpreendeu na Competição?
O que mais gostei foi do carinho dos atletas e organização. Verifiquei que na Orientação as organizações estão a fazer aquilo de que gostam e mostram paixão tentando dar o melhor possível aos praticantes e não com um espírito de Empresa que hoje em dia se vê no nosso Desporto. Fez-me lembrar os tempos em que eu comecei a praticar Atletismo em que os organizadores estavam lá pelo amor à camisola e por isso fiquei muito contente por ter estado presente. Dou os meus parabéns à equipa organizadora e desejo muitas felicidades para a vossa Modalidade.
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Última Actualização ( Terça, 04 Maio 2004 )
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