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Trail Orienteering |
Qualquer
indivíduo deficiente que saiba ler e interpretar um mapa pode participar numa
actividade de (Trail-Orienteering) seja caminhando, numa
cadeira de rodas convencional ou numa cadeira de rodas motorizada.
0 participante tem o direito de receber assistência/ajuda de outros atletas, ou
de quaisquer outros indivíduos, para progredir no terreno, mas não pode
receber ajuda relativa aos problemas de orientação.
0 atleta/participante interpreta o mapa decide o caminho a tomar para encontrar
os pontos de controlo e o ponto de chegada, e resolve, sozinho, os problemas de
orientação nos pontos de controlo.
Os treinos e as competições tomam lugar em terrenos acessíveis a cadeiras de
rodas.
Não existe cronometragem para a actividade A competição foca a capacidade de
interpretar o mapa correctamente. Assim, grupos de indivíduos portadores de
diferentes graus de deficiência podem competir entre si sob as mesmas condições.
Os participantes que podem andar não possuem qualquer vantagem sobre aqueles
que utilizam cadeira de rodas.
São permitidos ajudantes para acompanhar os praticantes durante toda a prova,
para empurrar a cadeira de rodas, picotar o cartão de controlo ou para dar
qualquer tipo de ajuda física. Contudo não é perrnitido aos ajudantes
colaborar nas tarefas de orientação propriamente dita.
Em Trail-0 utilizam-se mapas convencionais de orientação, com as mesmas cores
e igual simbologia. A escala é, normalmente, a de 1: 15.000 o que permite um
mapa bastante acessível de interpretar.
Siga-nos para o campo e experimente o Trail-Orienteering.
A floresta é o melhor terreno para a prática desportiva - e é o terreno de
quem pratica orientação.
Orientação
Uma das
características da orientação, enquanto desporto, é que todos os indivíduos
podem participar. Indivíduos de todos os estratos (sejam eles quais forem)
juntam-se para praticar orientação; para manter a forma ao lado da élite;
raparigas e rapazes, novos e velhos Por vezes observam-se famílias inteiras: avó
e avô, mãe e pai, filhos, netos, todos juntos em conjunto seja durante treinos
seja em competição. No fundo é uma mistura única no mundo do desporto.
Desde 1980 que os praticantes de Trail-Orienteering fazem parte da família da
orientação.
Contudo as actividades de Trail-0rienteering não podem ser organizadas exactamente do
mesmo modo que uma competição de orientação convencional. Mas mesmo assim
trata-se do mesmo desporto em que se realça a capacidade de leitura e
interpretação do mapa, levando-nos, em plena floresta, a pôr à prova todas
as nossas capacidades na interpretação dos problemas da orientação. De um
modo mais geral, o Trail-0 integra-se totalmente nas actividades da orientação
convencional, recorrendo aos mesmos meios como: treinos, competições, clubes,
campo/terrenos.
0 único desporto para indivíduos portadores de diferentes graus e em
diferentes deficiências
Para muitos grupos de deficientes o Trail-0 torna-se o único desporto possível.
Na maioria dos desportos o factor físico é decisivo.
Exercício
fisico em lugar de competição
Apesar de
não se competir fisicamente tal não significa que todos os factores físicos
sejam -eliminados. Muitos participantes descobrem que deslocar-se durante 2 a 3
Km em terreno irregular tona-se um exercício físico superior. Mas não se
avalia a qualidade do exercício fisico, não é este o objectivo da competição!
A ideia é testar a capacidade de leitura do mapa e interpretação do terreno.
Deste modo a competição tem lugar no cérebro dos praticantes.
Todos
os grupos de diferentes áreas de deficiência podem participar
Mais do
que outros desportos o Trail-Orienteering pode proclamar-se um desporto
para todos.
0 Trail-0 engloba todas as áreas de deficiência, independentemente do
participante poder ou não andar, usar cadeira de rodas convencional ou
motorizada. Os únicos requisitos necessários são ver e conseguir interpretar
o mapa. A competição desenrola-se em iguais condições para todos. Um
participante que possa andar não possui vantagens em relação a alguém que
use uma cadeira de rodas. Uma competição "dentro do nosso cérebro" 0 modo como hoje em dia o
Trail-Orienteering se
desenrola significa que em princípio o participante compete usando o seu cérebro
e não o seu "corpo físico" (parte motora). Todo o aspecto motor é
eliminado da competição.
Quando necessário o atleta pode receber ajuda relativa a aspectos motores, seja
em treino. seja em competição.
Esta é a razão pela qual alguns dos indivíduos com maior grau de deficiência
(motora) julgam ter finalmente encontrado uma modalidade em que sozinhos
conseguem ter as iniciativas necessárias que lhes permitem competir em condições
iguais com outros indivíduos, apesar da sua deficiência.
Pontuação,
resultados/finalidades
A competição
não tem a ver com quem completa a prova em menos tempo, mas sim com quem
consegue interpretar melhor o mapa.
Em cada ponto de controlo existem 2 ou mais balizas para escolher. Quem escolhe
a baliza correcta é pontuado com um ponto. 0 atleta com o total de pontos mais
alto é o vencedor. Um desporto para todos.
Mapas
Os mapas
usados são os utilizados na orientação comum, com as mesmas cores e a mesma
simbologia. Os mapas comuns utilizam. 5 cores e traçado de orientação é,
normalmente assinalado a púrpura.
0
terreno
Utilizam-se
locais, quer para treinar quer para competições, em que seja possível
utilizar cadeiras de rodas.
Por vezes utilizam-se parques e terrenos similares com caminhos em cimento e/ou gravilha, mas a maioria das vezes o terreno é em terra batida (acessível a
cadeiras de rodas), em caminhos de bosques, e também em campos abertos e
prados.
Os caminhos nem sempre estão perfeitamente definidos. Mas com assistência do
ajudante consegue-se sempre ultrapassar pequenos obstáculos. Por vezes o
terreno pode revelar-se algo sinuoso, mas com assistência do ajudante os obstáculos
são sempre transponíveis. Nalguns locais, com declive mais acentuado, a
organização poderá colocar ajudantes adicionais que colaborarão no
ultrapassar desses declives, torna-se sempre mais fácil com mais ajudantes.
Ajudantes
Os
participantes a pé podem precisar de um ajudante em quem se apoiem durante, a
actividade.
Os participantes em cadeira de rodas motorizada necessitam, por vezes, de um
ajudante que lhes forneça assistência quando o declive é muito acentuado.
Alguns participantes não necessitam de ajuda no deslocar da cadeira de rodas
mas, podem necessitar de ajuda para picar o seu cartão de controlo.
Partida
No inicío da competição
os participantes receberão um mapa de orientação com o percurso marcado, um
centro de controlo e um picotador.
O ponto de partida está assinalado com um triângulo de cor purpura.
Os postos de controlo estão assinalados por um circulo e chegada por dois
circulos concentricos.
Sinalética
Junto com o mapa é entregue um cartão de sinaléctica com a descrição dos pontos de controlo. No caso dos iniciados além da descrição do cartão pode ser entregue uma descrição em texto. Na coluna N.º 2 cartão vem escrito as letras que correspodem ao n.º de balizas existentes no Posto de Controlo ex. (A-B) 2 balizas (A-C) 3 balizas.
Cartão de Controlo
| O cartão de Controlo para o
Trail Orienteering é diferente do cartão normal. Para cada ponto tem 5 quadrados (A,B,C,D,E). |
Ponto de Controlo
Junto ao ponto de controlo encontra-se um sinal com o número do ponto e com uma
côr que pertence à sua classe. A partida do sinal a Baliza que estiver mais à
esquerda é a A a seguir B depois C e assim sucessivamente conforme a classe.

Classes
Participantes, Classe B, Classe A, Helite.
As cores dos sinais são as
seguintes:
Classe B (Amarelo)
Classe A (Laranja)
Helite (não tem sinais).
A localização dos postos
de controlo quer a nível de orientação vai aumentando de dificuldade à
medida que muda de classe..
Na Classe de principintes existem duas balizas nos pontos.
Na classe B – normalmente 3 balizas
Na classe A – normalmente 4 balizas embora se possam encontrar 3 ou 5
Na classe Helite – normalmente 5 balizas.