Análise Comparativa dos Modelos de Treino em Orientação- RESUMO -
O estudo assenta no método descritivo, utilizando técnicas de análise de conteúdo e ainda a utilização da técnica de entrevista por questionário dirigido aos treinadores com papel activo na sua actividade, focando os seguintes aspectos: (i) características da amostra, (ii) características da população abrangida pela actividade da amostra, (iii) condições em que se exerce a actividade, (iv) responsabilidade na elaboração do processo de treino e (v) conteúdo e organização do programa de treino, este último o objecto do nosso estudo. Na Orientação, bem como em qualquer outra disciplina, o processo de treino deve ser conduzido a partir do conhecimento profundo dos denominados fundamentos que determinam o seu rendimento. Assim, com base na aplicação de alguns testes individuais, Kolb et al. (1987; citado por Moser, 1995), desenvolveram um modelo matemático para a Orientação que considera a capacidade de corrida (factor físico) e a capacidade de orientação (factor técnico) como a real essência do sucesso, contribuindo com igual valor para a performance. Perante o exposto, ao confrontarmos a informação proveniente das duas origens, argumento de autoridade e dados obtidos da aplicação do questionário, concluímos que na sua generalidade a sintonia desejada entre ambas não ocorre. No entanto, as deficiências mais frequentes apresentadas pelos treinadores portugueses prendem-se com aspectos metodológicos do treino do que científicos em particular, pretendemos com isto referir que, a título de exemplo, os mesmos estabelecem uma hierarquia para o desenvolvimento das técnicas de orientação enunciadas de acordo com os diferentes investigadores da especialidade consultados, contrariando contudo, a forma de as desenvolver e, mais importante do que isso, a dificuldade evidenciada ao nível da criação de condições que lhes permita operacionalizar tal actividade.
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