Análise Comparativa dos Modelos de Treino em Orientação

- RESUMO -


Expressamente elaborado com vista à realização da disciplina "Seminário" do 5º ano da Licenciatura em Educação Física e Desporto da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o presente trabalho, denominado de Análise Comparativa dos Modelos de Treino em Orientação, teve como principal objectivo investigar a forma como os treinadores de Orientação portugueses desenvolvem os respectivos programas de treino e dissecar a informação, isolando as características convergentes e divergentes dos modelos de treino em relação às metodologias mais credenciadas nesta área do saber.

O estudo assenta no método descritivo, utilizando técnicas de análise de conteúdo e ainda a utilização da técnica de entrevista por questionário dirigido aos treinadores com papel activo na sua actividade, focando os seguintes aspectos: (i) características da amostra, (ii) características da população abrangida pela actividade da amostra, (iii) condições em que se exerce a actividade, (iv) responsabilidade na elaboração do processo de treino e (v) conteúdo e organização do programa de treino, este último o objecto do nosso estudo.

Na Orientação, bem como em qualquer outra disciplina, o processo de treino deve ser conduzido a partir do conhecimento profundo dos denominados fundamentos que determinam o seu rendimento. Assim, com base na aplicação de alguns testes individuais, Kolb et al. (1987; citado por Moser, 1995), desenvolveram um modelo matemático para a Orientação que considera a capacidade de corrida (factor físico) e a capacidade de orientação (factor técnico) como a real essência do sucesso, contribuindo com igual valor para a performance.

Perante o exposto, ao confrontarmos a informação proveniente das duas origens, argumento de autoridade e dados obtidos da aplicação do questionário, concluímos que na sua generalidade a sintonia desejada entre ambas não ocorre. No entanto, as deficiências mais frequentes apresentadas pelos treinadores portugueses prendem-se com aspectos metodológicos do treino do que científicos em particular, pretendemos com isto referir que, a título de exemplo, os mesmos estabelecem uma hierarquia para o desenvolvimento das técnicas de orientação enunciadas de acordo com os diferentes investigadores da especialidade consultados, contrariando contudo, a forma de as desenvolver e, mais importante do que isso, a dificuldade evidenciada ao nível da criação de condições que lhes permita operacionalizar tal actividade.

  • Moser, T.; Gjerset, A.; Johansen, E.; Vadder, L. (1995); "Aerobic and anaerobic demands in Orienteering"; Scientific Journal of Orienteering, 11, pp. 3 – 30.

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