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por Rui Ferreira "Em Orientação, os atletas de topo são aqueles que cometem menos erros e ao mesmo tempo são os mais rápidos na execução do percurso" (Steve Bird, 1996).
Pelas suas características, a Orientação apresenta-se como uma modalidade desportiva atractiva, por combinar um considerável esforço físico, predominantemente aeróbio, com as técnicas de navegação adequadas e ainda a determinados skills do foro psicológico como a visualização, a memorização a concentração, entre outros. Pouco ou nada serve ao atleta desta disciplina correr mais do que os seus adversários se não dominar as técnicas correctas de navegação. Por outro lado, um percurso "limpo", ou seja, isento de erros relativos a esta componente, quando executado a passo, deixa também ele antever uma fraca prestação competitiva. Como consequência natural do crescente desenvolvimento que este desporto evidencia em todas as suas vertentes em Portugal, ao nível da competição, o treino começa a ser considerado um campo importante de estudo e dedicação. Conscientes do longo percurso que ainda temos que percorrer até atingirmos o patamar de desempenho que caracterizam os países mais desenvolvidos nesta área, como é o caso dos países nórdicos, alguns estudos vão surgindo no nosso país, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento da Orientação no âmbito da programação do treino. Pretendemos assim, evidenciar os vários factores que determinam o processo de treino, para além de transmitir algumas noções das metodologias mais credenciadas que poderão funcionar como instrumentos válidos de aplicação aos nossos treinadores.
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